Podcast entrevista Frei Paulo Gabriel sobre a presença agostiniana no Barreiro

O podcast Barreiro Pop celebra os 170 anos do Barreiro com a proposta de contar histórias e apresentar personagens que marcam a trajetória de uma das região mais importante de Belo Horizonte. Entre os episódios, destaca-se a entrevista com Frei Paulo Gabriel López Blanco, OSA, que compartilhou a história da presença agostiniana na região, marcada por uma atuação pastoral profundamente enraizada na realidade do povo.

O legado Agostiniano
A presença dos agostinianos no Barreiro, iniciada em 1973, está alinhada com as diretrizes do Concílio Vaticano II e a opção da Igreja pelos pobres. O trabalho dos agostinianos, com o apoio da comunidade, resultou na fundação da Escola Profissionalizante Cristo Redentor (hoje Colégio Santo Agostinho), fruto de uma Campanha da Fraternidade de 1992, que se tornou uma referência de educação e formação na região.

A Paróquia Cristo Redentor sempre esteve em sintonia com as lutas da comunidade por moradia, saúde e melhorias, aliando oração e compromisso, fé e luta, como as dimensões da evangelização que caracterizam o seu testemunho e o da Ordem Agostiniana ao longo de 50 anos de presença no Barreiro.

Vida e vocação
Frei Paulo nasceu na Espanha. Aos 11 anos de idade, entrou para o seminário em Salamanca, onde fez sua formação. Em 1972, aos 22 anos, chegou ao Rio de Janeiro, onde foi ordenado padre, aos 25 anos, em 15 de novembro de 1975.

Um mês após a ordenação, assumiu a Paróquia Cristo Redentor como o terceiro pároco. Sua atuação no Barreiro ocorreu em dois períodos: primeiro, de 1976 a 1980. Depois, de 1991 a 2002. A presença de Frei Paulo Gabriel na região do Barreiro remete a memórias afetivas, amizades duradouras e um legado de compromisso concreto com os mais pobres. Em novembro ele completa 50 anos de sacerdócio.

Ao final da entrevista, Frei Paulo Gabriel resumiu o legado agostiniano como uma presença profética e encarnada, comprometida com uma espiritualidade libertadora e transformadora. “São 50 anos de testemunho de uma Igreja que caminha com o povo, que escuta, que luta e que transforma.”