A Maratona Agostiniana de Redação chegou à sua quinta edição com 1.286 estudantes inscritos, mobilizando professores, equipes pedagógicas e alunos do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio do Colégio Santo Agostinho e da Escola Profissionalizante Santo Agostinho (EPSA).
Integrada ao Mês Agostiniano de nossa Província, e reconhecida como uma Olimpíada do Conhecimento Institucional, a iniciativa teve como tema “Vida em comunidade” e foi realizada simultaneamente nas unidades de Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima e Divinópolis.
A Maratona reflete um trabalho desenvolvido ao longo de todo, que o ano para formar estudantes capazes de argumentar, interpretar a realidade, ampliar repertórios, propor soluções e desenvolver uma escrita autoral.
Um trabalho construído por muitas mãos
Os textos passam por até três etapas de correção antes da seleção dos finalistas. Esse processo amplia os olhares sobre cada produção e reforça uma das marcas da proposta: compreender a escrita como um percurso de aprendizagem, e não apenas como resultado final.
Segundo Jean Otoni, Analista de Área do Conhecimento e organizador da Maratona, o objetivo é formar estudantes capazes de utilizar a escrita em diferentes contextos. “O objetivo maior é a elaboração de textos em um grau de excelência que possa permitir que eles acessem outros espaços, como a vaga na universidade.”
Uma experiência que dialoga com o Enem
Nas 2ª e 3ª séries do Ensino Médio, a Maratona se aproxima da realidade do Enem. Os estudantes produzem textos no formato exigido pelo exame e recebem correções baseadas nos mesmos critérios da avaliação nacional.
Esse preparo, no entanto, vai além dos simulados. Na 3ª série, os alunos contam com até 12 atendimentos individuais ao longo do ano, além de encontros por livre demanda. As mentorias permitem analisar dificuldades, aperfeiçoar estratégias de escrita e desenvolver o potencial de cada estudante.
A proposta valoriza trajetórias individuais. Na 2ª série, por exemplo, os alunos participam de um projeto de elaboração de políticas públicas para o Brasil, com foco na competência 5 do Enem. Já na 3ª série, produzem uma cartilha de repertórios organizada em oito eixos temáticos, reunindo referências de filmes, livros e músicas para ampliar a capacidade de argumentação.
Um dos diferenciais da Maratona é não limitar a escrita à preparação para vestibulares. Nos anos finais do Ensino Fundamental, os estudantes produzem contos de aventura, aproximando-se da escrita literária. Na 1ª série do Ensino Médio, trabalham gêneros como o artigo de opinião. Assim, cada etapa da formação explora diferentes formas de expressão, respeitando o desenvolvimento dos alunos.
Reconhecimento e incentivo à leitura
Ao final da competição, 65 redações finalistas foram reunidas em uma publicação disponível em formato impresso e digital, ambos com ISBN próprio.
O reconhecimento também passa a integrar o histórico escolar dos estudantes e pode contribuir em processos seletivos que valorizam atividades extracurriculares. Em alguns casos, as redações são traduzidas e encaminhadas para candidaturas em universidades estrangeiras, ampliando o alcance do trabalho desenvolvido na escola.
Cerimônia de Premiação
A premiação da quinta edição aconteceu em dois momentos: em 18 de agosto, em Divinópolis, e em 20 de agosto, reunindo estudantes das unidades de Belo Horizonte e Região Metropolitana.
Foram entregues 34 Kindles, escolhidos como incentivo à leitura, além da publicação com as redações selecionadas e de um display de reconhecimento para os 65 finalistas. A premiação contempla resultados institucionais e destaques de cada unidade, valorizando diferentes trajetórias e contextos da Rede.
Um trabalho construído coletivamente por professores e equipes que acompanham cada estudante em sua trajetória.
“Nosso desafio é formar estudantes éticos, críticos, criativos e preparados para um futuro cada vez mais complexo. A educação exigirá conhecimento, capacidade de adaptação e domínio de novas ferramentas, mas continuará exigindo escuta, sensibilidade, convivência, espiritualidade e sentido”, destaca Jean Otoni.

