Nos dias 30 e 31 de março, acolhemos o Fórum Regional Sudeste do Plano Nacional Decenal de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes, promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). O evento foi sediado pela Prefeitura de Contagem, no Colégio Santo Agostinho.
O Fórum integra o processo nacional de revisão do plano que orienta estratégias de prevenção e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção dos direitos humanos de crianças e adolescentes. O encontro reuniu representantes da sociedade civil, organizações do terceiro setor e órgãos públicos, com o objetivo de refletir, propor caminhos e fortalecer o Plano Regional de Enfrentamento às violações de direitos humanos.
Durante o encontro, Frei Paulo Henrique Cintra, OSA, destacou a importância do Fórum como espaço de escuta, reflexão e compromisso coletivo. “A defesa dos direitos humanos é parte constitutiva da tradição agostiniana, fundamentada na dignidade da pessoa, na justiça e na fraternidade”, afirmou. Ele também ressaltou o papel estratégico da educação, do trabalho em rede e da atuação da Comissão de Justiça, Paz e Integridade da Criação na promoção de ações concretas, reforçando a necessidade de que o Fórum gere continuidade, impacto real e corresponsabilidade na construção de uma sociedade mais justa e protetiva para crianças e adolescentes.


A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, lembrou que o Brasil ainda enfrenta realidades desafiadoras que exigem respostas firmes, articulação entre os entes federativos e o fortalecimento da rede de proteção. Segundo ela, os indicadores de violência contra crianças e adolescentes permanecem alarmantes, o que torna indispensável a construção de um plano consistente e efetivo. “Nosso desafio é avançar em ações concretas e também fortalecer a proteção no ambiente digital. A construção participativa deste Fórum e a revisão do plano são fundamentais. Só faremos diferença na vida das crianças e adolescentes se esse compromisso for assumido por todos”, afirmou.
Rede de proteção
Os debates abordaram diferentes dimensões da proteção integral, incluindo questões de gênero e diversidade, as múltiplas formas de violência, como abuso sexual, exploração e crimes no ambiente digital, além de contextos específicos que ampliam a vulnerabilidade, como grandes eventos, crises climáticas e territórios de povos e comunidades tradicionais. Também foram discutidas as particularidades no atendimento a vítimas com deficiência e as estratégias de acompanhamento de autores de violência, reforçando a importância de uma rede de proteção articulada, qualificada e comprometida com a garantia de direitos.






Seguimos juntos, promovendo uma educação que transforma e iniciativas comprometidas com a proteção da vida e a promoção dos direitos humanos.
“Sê das Palavra ouvinte e ao mesmo tempo praticante.”
Santo Agostinho, Sermão 179,2
Fotos: Luci Sallum/PMC