A Biblioteca Angélica, considerada a biblioteca pública mais antiga da Europa, nasceu da iniciativa do bispo agostiniano Angelo Rocca, OSA (1545–1620), que confiou sua coleção particular de cerca de 20 mil volumes ao Mosteiro de Santo Agostinho, em Roma, para fundar um espaço onde todos pudessem acessar, sem distinção de condição social – um gesto revolucionário para o século XVII.
Graças à atuação contínua dos frades agostinianos, a Angélica tornou-se referência na preservação da memória cultural. Ao longo dos séculos, recebeu importantes legados, como a coleção de Lucas Holstenius (1661) e a vasta biblioteca do Cardeal Domenico Passionei (1762), que duplicou seu acervo e reuniu manuscritos, incunábulos e obras raras de grande valor histórico.
A Biblioteca também teve papel crucial na preservação de livros sujeitos à censura, graças a uma autorização especial que permitiu aos frades conservar obras proibidas, evitando sua destruição e garantindo importantes fontes para o estudo da Reforma e da Contrarreforma.
Entre 1762 e 1765, a renovação arquitetônica conduzida por Luigi Vanvitelli criou o salão que hoje identifica a Angélica e acolhe pesquisadores do mundo inteiro. Reaberta ao público em 1786, permanece fiel à inspiração de Angelo Rocca: ser um espaço de acesso livre ao conhecimento, diálogo entre fé e cultura e promoção da verdade.
Desde 1975, a Biblioteca Angélica integra o Ministério da Cultura da Itália e abriga também o arquivo da Accademia Letteraria dell’Arcadia. Seu legado permanece como testemunho vivo da contribuição da Ordem de Santo Agostinho à educação, à cultura e à preservação do patrimônio intelectual da humanidade.





Endereço:
Biblioteca Angélica
Piazza di Sant’Agostino 8
00186 – Roma, Itália