No dia 1º de maio, a Arquidiocese de Belo Horizonte celebrou os 50 anos da Missa do Trabalhador, em Contagem. Realizada desde 1976 na Praça da Cemig, a celebração une fé e cidadania em homenagem a São José Operário, padroeiro dos trabalhadores.
A partir de fotografias, documentos e registros históricos o espaço Memorial da Missa do Trabalhador, junto ao local da celebração, apresentou a Exposição “Fé e Resistência”, ilustrando a história das celebrações pelo Dia do Trabalhador desde a década de 1970. A bênção inicial da mostra foi conduzida pelo Frei Paulo Santos Gonçalves, OSA (Frei Paulinho), e pelo Padre Chico, que há anos participam das celebrações pelo Dia dos Trabalhadores.


Resgate da Memória Coletiva
A idealização do memorial e da exposição partiu da jornalista e mestranda da PUC Minas, Aline Peres, como sua pesquisa de mestrado, entrevistando padre, religiosos e religiosas, sindicalistas e integrantes de pastorais.
“Desenvolvi um memorial para reunir essas memórias, já que não existia um espaço específico para isso. Visitei casas, igrejas e gravei relatos que ajudam a contar essa história”, explicou a jornalista. Ela conta que a história da missa se relaciona à atuação de diversas congregações religiosas, entre aas quais, os Agostinianos na região do Barreiro e sua caminhada junto ao povo.
Programação Itinerante
Após a abertura, a exposição seguiu para o Viaduto Santa Tereza ainda no dia 1º de maio. Por ser uma mostra itinerante, a expectativa é que ela percorra outros espaços de Contagem e da região metropolitana para ampliar o alcance dessa memória coletiva.
As próximas datas e locais da programação serão divulgadas em breve através do site oficial: memorialmissadotrabalhador.com. O portal está em fase de atualização e deve trazer o cronograma completo ao longo desta semana.

Fonte: Aline Peres (jornalista)
Imagens: Aline Peres e Arquidiocese de BH